Da eficácia para a sabedoria e a busca pelo objetivo maior

O texto de hoje fala sobre “projetos”. Mas não do jeito que estamos acostumados a ouvir. Vou usar a “pegada” do Wise Manager e subir um pouco o nível de abstração.

Quando o assunto é sabedoria, não tem jeito. É preciso abstrair, subir para o nível dos conceitos para “ver” algo novo que não víamos antes. Por isso é preciso “iluminar” a realidade, torná-la clara, coerente. Aí então podemos voltar para o concreto com um novo entendimento do jogo que estamos jogando e, claro, com uma nova postura como jogador.  

Eu tento explicar um pouco dessa pegada do Wise Manager no vídeo abaixo, gravado em formato de entrevista. Ali eu explico, por exemplo, como o Software Zen se aprofunda no Wise Manager fazendo a transição do mundo técnico dos projetos (onde a busca por eficácia é o objetivo) para o mundo da estrutura de ideias que moldam seu modo de viver e de agir (onde a busca é por sabedoria).

Assista a entrevista aqui nesse link…

Há mais de 40 mil anos, nossos antepassados perceberam que um “sujeito” pode lançar um “projétil” em um “objeto”. Do “objeto” extraímos o conceito de “alvo” e, do ato de acertar, extraímos a ideia de “bom resultado” ou, mais tecnicamente, de “resultado eficaz”. Nascia então uma estrutura cognitiva que até hoje preenche o nosso dia-a-dia de forma quase inescapável: a ideia de “projeto”.

Herdamos a palavra do latim, “projectus”, que significa “lançar para a frente”. A necessidade de um projeto surge quando estamos insatisfeitos com a situação corrente (nosso ponto A) e nos lançamos para a frente a um futuro desejado (ponto B). Mais de 40 mil anos depois, esse framework cognitivo passou a ser parte de nós de forma tão enraizada que sequer percebemos. Usamos para caçar, guerrear, ou para brincar quando crianças. Quase todos os esportes que praticamos seguem o mesmo framework: golf, basquete, tênis, futebol. Lá está o sujeito, o projétil e o alvo. Em cada lançamento, em cada tentativa de acertar o alvo e chegar no ponto B superior, a nossa realidade inexorável se apresenta.

Praticamente tudo nas nossas vidas é um projeto.

O carro quebrou? Nasce no mesmo instante o projeto “consertar o carro”. Primeiro preciso descobrir onde levar (outro projeto dentro do projeto “consertar o carro”). Resolvo que vou pedir uma recomendação de um mecânico para amigos. E aí nasce o projeto “pedir recomendação” dentro do projeto “descobrir onde levar” que, por sua vez, está dentro do projeto “consertar o carro”. 

E assim, temos um ponto A e B dentro de outro ponto A e B, em uma hierarquia que não conseguimos ver o fim. Pior do que isso, o meu ponto A e B está inter-relacionado com os pontos A e B de várias outras pessoas. Assim, não é só a hierarquia que é interminável, a rede de propósitos também.

“Quem menos entende de água é o peixe”, diria um ditado antigo. Temos que entender mais de projetos, certamente.

Tudo o que fazemos está dentro de um objetivo maior. Tudo o que fazemos está, de alguma forma, relacionado com o que outras pessoas também estão fazendo.

Será que é possível sair temporariamente desse jogo, fazer um zoom out, e olhar de fora o que está acontecendo? Qual é o objetivo maior que veremos quando fizermos isso? E se o vermos, como faremos para persegui-lo já que estamos ocupados com os vários pontos Bs da realidade técnica e mundana?

É nesse momento, quando você sai desse jogo e começa a analisá-lo de uma posição superior, que você dá o salto da busca pela eficácia para integrá-la com uma nova busca: a busca pela sabedoria.

The Wise Manager é o resultado das minhas investigações sobre esse salto e sobre a integração dessas duas buscas.

Para saber mais, assista a essa minha entrevista e conheça a proposta…