O maior erro dos agilistas na busca por eficácia – e como a governança ágil pode ajudar

O Gustavo Maultash — instrutor do curso de Governança Ágil que vai começar em breve aqui no Software Zen — publicou ontem um artigo muito interessante que vale a pena conferir.

Leia o artigo na íntegra aqui: O maior erro dos agilistas na busca por eficácia – e como a governança ágil pode ajudar​

A parte que mais me chamou a atenção foi essa aqui:

“[As áreas de negócio] costumam pensar a TI como apenas uma executora mesmo, como uma prestadora de serviço separada da organização e que está lá apenas para executar o que as áreas de negócio disserem.

Mas isso obviamente vai contra qualquer tentativa de eficácia, pois na maioria das organizações a definição de valor negocial não é algo óbvio, não é algo auto-evidente; para descobrir o que agregará valor, hipóteses e experimentações são necessárias (Mark Schwartz). E para isso, é fundamental que haja um “casamento” entre oportunidades de negócio e oportunidades tecnológicas (além de skill etc) que permitam a correta exploração de uma proposição de valor.”

A busca pela eficácia é a essência conceitual do Software Zen, e ver a sua conexão com o tema da governança é uma grande satisfação. Mais do que isso, ver, na mesma sentença, a Fórmula da Eficácia agindo como instrumento de ação para a descoberta de valor me leva a acreditar que estamos fazendo o dever de casa que nosso saudoso Steve Jobs nos deixou: estamos ligando os pontos.

Mas voltando ao mérito do texto, entender a união entre oportunidades de negócio e oportunidades tecnológicas como fator crucial para a eficácia no âmbito da governança é um grande aha-moment.

Pense em algumas das tecnologias da moda: blockchain, big data, machine learning… Quantos projetos não estão nesse momento usando a tecnologia pela tecnologia? A TI corre esse risco quando se vê separada da organização, quando se vê como provedora de serviços de tecnologia, ao invés de cúmplice e co-responsável pelos resultados de negócio. Como o Gustavo diz no texto:

“A TI é parte intrínseca da organização como qualquer outra área, e como tal ela é responsável por definir como ela própria deve atuar para auxiliar a organização na busca por realizar valor.”

O quão impactante não seria se investíssemos menos em usar a tecnologia pela tecnologia, e passássemos a, de fato, usar a tecnologia pelo negócio? Qual é o tamanho desse potencial que estamos deixando na mesa?

Reflita da próxima vez que você ouvir, ou se sentir tentado a dizer, coisas como:
— Ah! com IA dá pra fazer isso, isso e aquilo… (troque IA por qualquer outra tecnologia da moda e o efeito é o mesmo)

Talvez o que precisamos não é saber o que dá pra fazer, mas que oportunidades de negócio estão latentes esperando serem reveladas depois que elas se “casam” com determinada oportunidade tecnológica. Precisamos cada vez menos de features e cada vez mais de boas soluções para os problemas concretos de nossos clientes.De fato, há um limite para a eficácia que se pode alcançar no âmbito de um time. Quando ultrapassamos essa fronteira, entramos em território da governança, e é nesse território que encontraremos a verdadeira “coisa certa” que precisa ser feita.

Leia o artigo do Gustavo Maultasch aqui nesse link: O maior erro dos agilistas na busca por eficácia – e como a governança ágil pode ajudar​


O curso Governança Ágil começa na segunda-feira, dia 01/07. Já se matriculou?

Se sim, não se esqueça de entrar na página da 1a. edição que você ganhou acesso, e assistir a entrevista que eu fiz com o Gustavo em 2016. Lá ele fala sobre vários detalhes do estudo de caso de Software Craftmanship que ele ajudou a conduzir como ex-chefe de TI no Itamaraty.

Se você ainda não se matriculou, não perca tempo e faça sua matrícula agora para já começar a fazer seu setup inicial e interagir com sua nova turma!