O que um projeto de governança precisa ter para apoiar a sua transformação Ágil

Já está tudo pronto aqui para começarmos o mais novo curso do Software Zen: o Governança Ágil. Estamos todos ansiosos pelo início das aulas (começa hoje, 01/07/2019 às 20hs). 

Durante a campanha de lançamento desse novo curso do Software Zen, tanto eu, quanto o nosso instrutor, o Gustavo Maultash, produzimos alguns conteúdos na forma de artigos e publicações. Acredito que tais ideias podem realmente fazer a diferença no entendimento da estrutura que um projeto de governança precisa ter para sustentar uma organização do século XXI. Um século que nos desafia com novos arranjos de composição do trabalho. Arranjos que requerem de nós não só uma nova visão, mas também uma nova forma de agir no âmbito organizacional.

No primeiro post “como se posicionar estrategicamente para uma transformação Ágil mais eficaz“, falei sobre a inevitabilidade de se esbarrar com os problemas de governança quando estamos em um projeto de mudança. Como coloquei no post: “você pode ignorar a governança, mas ela não vai ignorar você“. Também falei de como isso se encaixa com os nossos objetivos de adoção da Agilidade nos cenários menos favoráveis e de como a ementa do curso vai nos ajudar a entender melhor o encaixe do “Projeto Ágil da TI” na organização. Eu disse, por exemplo:

“[que] fiquei muito interessado na discussão sobre o sistema sociotécnico, onde se trará a necessidade de promoção da inter-relação dos aspectos sociais e técnicos em busca de uma espécie de otimização conjunta. Tudo isso para entendermos como o Ágil requer um modelo organizacional apropriado pra se encaixar. Um modelo que requer uma cumplicidade estratégica da TI com os objetivos de negócio da organização. A era da “TI como garçom” já passou, e o Gustavo vai trazer Thomas Sowell e Michael Oakeshott para nos ajudar a ligar esses pontos.” 

O próximo post foi sobre A governança como um projeto organizacional e ali o Gustavo nos ajudou a entender como a governança não é um assunto específico da TI, e de como é preciso estruturar o trabalho de forma a garantir o alinhamento organizacional em torno de três pilares: foco nos resultados de negócio, a garantia dos meios via apoio político + ownership, e o respeito à capacidade e aos critérios de execução técnica. Eu coloquei mais ou menos dessa forma:

O que realmente não queremos mais, é a TI (ou qualquer outra área, inclusive as próprias áreas de negócio) como apenas executoras passivas de comandos top-down, sem uma conexão de propósito clara com as necessidades da organização, ou com as próprias necessidades de execução que vão nos levar aonde precisamos chegar. É preciso um postura de governança que não só promova a ideia de “fazer acontecer”, mas de “fazer acontecer a coisa certa”.

Também falamos sobre o maior erro dos agilistas na busca por eficácia – e como a governança ágil pode ajudar, onde eu compartilhei com você o excelente artigo do Gustavo sobre essa questão. Para mim foi crucial o entendimento da importância da união entre oportunidades de negócio e oportunidades tecnológicas como fator crucial para a eficácia no âmbito da governança. Do que ele escreveu, eu extrai que: 

“Talvez o que precisamos não é saber [que projetos] dá pra fazer, mas que oportunidades de negócio estão latentes esperando serem reveladas depois que elas se “casam” com determinada oportunidade tecnológica. Precisamos cada vez menos de features e cada vez mais de boas soluções para os problemas concretos de nossos clientes. De fato, há um limite para a eficácia que se pode alcançar no âmbito de um time. Quando ultrapassamos essa fronteira, entramos em território da governança, e é nesse território que encontraremos a verdadeira “coisa certa” que precisa ser feita.”

Por fim, tivemos mais um excelente texto do Gustavo, onde ele explicou o que a série Chernobyl nos ensina sobre burocracia e hierarquia nas organizações. Ali entendi como o tema da burocracia é amplo e como é necessário ampliar o nosso repertório e sofisticar nosso entendimento dos processos burocráticos como um elemento de resistência que está sempre presente entre o nosso estado atual e um estado desejado de governança mais ágil. E assim eu conclui:

“Cada vez mais me convenço que os problemas ligados à Agilidade nas organizações emergem de estruturas conceituais muito mais profundas do que a simplista explicação de que “a empresa não tem a cultura requerida para a transformação”, e o curso do Gustavo Maultasch vai nos ajudar e muito a olhar mais de perto o que tem nessas profundezas.”

É isso então! Mesmo que você não possa participar dessa edição do curso, espero que essas publicações tenham lhe ajudado a entender um pouco mais sobre a importância e o papel da governança no seu projeto de melhoria organizacional.

O curso começa hoje logo mais às 20hs.

Se você não for participar dessa turma agora, tudo indica que haverá uma próxima edição desse curso no ano que vem, provavelmente em junho ou julho de 2020 (datas a confirmar). 

Você pode fazer sua matrícula a qualquer momento aqui nesse link… 

O processo é todo automatizado e você recebe seus acessos em alguns poucos minutos.

Um grande abraço e boa governança para todos nós! 

Alisson

PS: Você que está aguardando ansiosamente pelo The Wise Manager fique atento!
Em poucos dias começaremos a falar sobre sabedoria por aqui.
O The Wise Manager vai começar no dia 16/07.