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ENSAIO MAIS RECENTE

A sabedoria de Kent Beck e o que ela nos ensina sobre o valor econômico das ideias que você tem

“Primeiro você aprende o valor da abstração, então você aprende o custo da abstração, e só então você estará pronto para construir” (Kent Beck).

Essa declaração do Kent Beck é sobre design de código e arquitetura de software, e é de extrema importância para programadores. Mas estou certo de que ele pensava muito além do código quando a publicou.

01/08/2018

Quanto melhor for sua capacidade para formar boas ideias abstratas, maior será o seu valor como profissional, como realizador, como agente de mudança real no mundo. Como diz o Kent Beck: "primeiro você aprende o valor da abstração.

Ao mesmo tempo que as abstrações nos dão o poder da potencialidade, elas nos distanciam dos problemas reais. Se você é programador, você sabe que os problemas nunca são resolvidos em uma classe abstrata ou em uma interface no seu código-fonte, sempre em uma implementação concreta. Para resolver problemas, para agir no mundo, é preciso tocar o concreto. É nesse momento que você aprende o custo da abstração.

Alisson Vale, Software Zen
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Peopleware: como conciliar pessoas e processos

Escolher entre confiar mais em pessoas ou em processos é uma das falsas dicotomias que domina a mentalidade de muitos profissionais da área de gestão de projetos e empresas. Nesse artigo, eu explico como conciliar esses conceitos de forma a harmonizar as pessoas do seu projeto com os processos que as ajudam a fazer o que precisa ser feito.

26/03/2018

Processos são importantes, pois são eles que aumentam a eficiência das operações de negócio. Processos são o caminho para resolver o mesmo problema de forma recorrente. Processos o ajudarão a fazer mais em menos tempo.


Porém, há uma parte igualmente importante para o seu negócio que processos não resolvem e, em alguns casos, podem até atrapalhar. É a capacidade da organização de tomar as boas decisões que, quando consideradas em conjunto, geram as melhores soluções para os novos problemas que surgem para você e seus clientes a cada instante. É a capacidade da sua organização de ser eficaz. Processos não resolvem problemas novos, pessoas sim. Pessoas o ajudarão a fazer o que precisa ser feito.


Enquanto a sua eficácia é definida pelo “o quê” você escolhe fazer, sua eficiência é definida pelo “como” você faz. Assim, não é que “pessoas” são melhores ou mais importantes que “processos”, ou vice-versa. Ambos ocupam um espaço de importância no projeto que precisam se harmonizar para gerar um todo consistente.

Alisson Vale, Software Zen
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Promote Awareness: a Message to Agile Coaches

(Disponível apenas em Inglês)
Considering awareness is an essential element to catalyse improvements, what is your favourite practice to help individuals, teams, or entire organisations to become more aware of problems?

20/02/2018

Psychologically speaking, people are more afraid of what they loose, than excited about what they will gain when change is on the horizon. Agile coaches, specially, focus a lot more on the change as such and in what people or the organisation will gain with it. That’s a mistake. It is important to identify those objections and coach people out of the fear of losing what they have now, which is frequently intangible and emotional. Could be comfort, safety, position, status, identity and so on — both psychological and sociological.


It is also important to consider that it is natural to experience fear in front of change once it implies going to unexplored territory. In such state, you need to be more alert and the body responds with anxiety; you need to break old habits and build new ones. That is why you need to assure that changes are small and incremental.


The point is: in regard to change, it is more important to locate and deal with the negative emotions (fear, anxiety, disbelief) than trust that the positive ones (excitement, hope, optimism) will support the change effort. Only early adopters stereotypes go through change with those positive emotions, and they are the minority.

Alisson Vale, Software Zen
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Como responder as perguntas mais difíceis

Saber quando usar sua inteligência para oferecer certeza ou sua sabedoria para oferecer clareza ao seu interlocutor é o primeiro passo para ser capaz de ajudá-lo nas questões mais difíceis. Esse artigo vai te mostrar o caminho para conquistar essa habilidade.

17/01/2018

Quanto mais eu estudo e interajo com os problemas que vivemos, mais eu entendo que precisamos ir além do conteúdo técnico que vemos por aí. Para entender a gestão com profundidade, é preciso entender sobre sistemas, sobre pessoas e sobre o mundo social e cultural da qual elas fazem parte.


É necessário ultrapassar a fronteira do tecnicismo e penetrar o mundo dos humanos — sua história, sua psicologia, sua sociologia, sua arte e sua filosofia. Só assim poderemos entender como e porque eles produzem os sistemas que produzem.


É preciso construir proativamente um framework de tomada de decisão, uma espécie de “design do agir” para se fazer escolhas, trilhar caminhos e transcender a simples busca pelo próximo objetivo. Filosofia, sociologia, psicologia, pensamento sistêmico, arte, história e outras disciplinas vão te ajudar nesse processo e vão melhorar dramaticamente a sua capacidade de liderar iniciativas de mudança ou estruturação de processos em empresas.

Alisson Vale, Software Zen
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O Encaixe Problema-Solução

No capítulo dois do livro “A Fórmula da Eficácia” você vai conhecer como a nossa protagonista, Sofia, revela suas habilidades como uma gestora eficaz para identificar o problema que o cliente realmente tem e só depois encaixar a solução que ele precisa.

13/09/2017

A eficácia é alcançada por meio do encaixe de um problema conhecido com uma solução que o resolva dentro das restrições existentes. No início da conversa, o problema era desconhecido. Foi necessário identificá-lo primeiro e depois analisá-lo. O que é importante entender é que existe mais de uma solução para um dado problema, e que, dentre as possíveis soluções, há uma que se encaixa melhor com as restrições e com o contexto que se vive naquele instante. Essa é a solução eficaz.


O que essa história nos mostra é que você estará sendo incrivelmente mais eficaz quando o foco da sua relação com o cliente estiver concentrado nos problemas que o negócio dele tem e nos benefícios que ele espera alcançar resolvendo-osO papel de um desenvolvedor de software não é a mera implementação do que lhe é pedido, mas a participação no processo de encontrar o encaixe correto entre o problema mais significativo e a solução mais adequada dentro das restrições geradas pelo contexto. Mesmo que isso implique em ajudar o cliente a descobrir quais são os problemas que precisam ser equacionados e em que ordem.

Alisson Vale, Software Zen
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A principal medida de progresso em projetos de software.

Esse é o Capítulo Um de um ensaio que estou escrevendo e que descreve uma batalha de transformação que ocorre, acredito eu, em cada indivíduo enquanto busca por clareza para lidar com os desafios dos projetos de software em que atua ou lidera.

04/09/2017

O Manifesto Ágil diz que a principal medida de progresso é software funcionando. Essa mensagem já foi válida quando o grande gargalo da indústria de software era entregar. Hoje entregamos muito, mas entregamos mal. Não, não é software funcionando a principal medida de progresso. A principal medida de progresso de um projeto são problemas de negócio resolvidos. E isso só se alcança por meio de uma cultura com foco em eficácia. Software é um proxy para algo muito mais importante e fundamental. Software é o que está entre o cliente e o seu problema resolvido.Se for o software errado ou se for software demais, será um obstáculo, um esforço, uma força de sucção da energia que deveria estar em outro lugar. O cliente não quer seu software, quer ter seus problemas resolvidos. Às vezes é preciso lembrá-lo disso. Não há outra conclusão possível. Entregar a coisa certa é muito mais valioso do que entregar o que foi pedido. Muito mais importante que o seu software, é o propósito dele.

Alisson Vale, Software Zen
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A História da Fórmula da Eficácia

Aqui eu conto a história do que ficou conhecido como a “Fórmula da Eficácia”. Esse texto é o prefácio do livro de mesmo nome, cujo projeto de publicação está sendo conduzido de forma iterativa e incremental.

27/08/2017

Enquanto eficiência implica um processo de aderência, de conformidade; a eficácia indica a necessidade intrínseca de escolhas! A cada passo que damos em nossos projetos, temos várias opções, várias possibilidades de caminhos. Dentre tais opções, precisamos selecionar aquela que é correta. Em um terreno de hipóteses, não temos como selecionar a coisa certa a priori. É preciso fazer a escolha, percorrê-la. Somente depois de validarmos as hipóteses que usamos para tomar nossas decisões é que saberemos se fizemos a escolha certa, se fomos eficazes.

Alisson Vale, Software Zen
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A essência do desenvolvimento iterativo que ninguém nunca te contou

Esse artigo descreve as motivações que me levaram a iniciar um projeto para escrever um livro de forma iterativa, ao invés do jeito tradicional, onde se escreve o livro todo e só no final se publica.

20/08/2017

Estamos acostumados a ter uma visão analítica das coisas que construímos. Precisamos separar as coisas em partes, construí-las e depois juntá-las. Ao invés de tentarmos descobrir gradativamente qual é o melhor encaixe de uma potencial solução com o problema que ela resolve, fazemos de forma diferente do que a natureza nos ensina. Não usamos a estratégia dos organismos, mas dos mecanismos.


Em desenvolvimento de software, costumamos separar a solução em partes, chamando-as de funcionalidades — ou de histórias de usuário, ou de requisitos. Então as organizamos, geralmente em módulos, no chamado "backlog do projeto". O próximo passo é selecionar, desse amontoado de partes, aquilo que será construído no próximo espaço de tempo reservado para controlar o progresso do projeto; e, muito ingenuamente, chamamos esse processo de desenvolvimento iterativo.


Ao invés de produzirmos os organismos mais bem preparados para se resolver um problema, apenas criamos máquinas com mais fios e botões. Nossos softwares se transformam em uma infinidade de telas de cadastros e relatórios difíceis de usar, de manter e de melhorar.

Alisson Vale, Software Zen
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Caos em projetos de software: como sair dele, como nunca chegar a ele

— "Introduza um pouco de anarquia, perturbe a ordem vigente, e tudo se torna um caos. Eu sou um agente do caos", diz o Coringa em ‘The Dark Knight’

13/01/2017

Em projetos de software, o caos é um estado sistêmico temporário e recorrente; uma força ativa de criação, que precisa ser restringida de forma que se mantenha a consistência do estado de ordem que busca-se alcançar.

Colocando em outros termos: Trabalho em andamento é sempre caos em potencial. Quando o trabalho em andamento não é bem gerido, seja por desenvolvedores ou gestores, em suas micro ou macro-rotinas, ele aumenta a probabilidade de cenários de caos descontrolado no projeto. O caos potencial precisa ser induzido e rapidamente estancado, já esse caos acompanhado de descontrole é o que precisa ser evitado.


Perceba, dessa forma, que não é possível evoluir para um estado superior de ordem sem passar por um estado intermediário de caos temporário. Aquele código novo que você escreve para implementar uma dada feature retira, temporariamente, o sistema de sua ordem estabelecida até então. Avançar no desenvolvimento do seu produto implica em saber navegar nessa alternância inevitável entre caos e ordem. E é aí que muita gente se perde. Para entender como se adequar a essa dinâmica, é preciso saber com o entrar em estado de fluxo.

Alisson Vale, Software Zen
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A morte do “Agilismo” e o que isso pode significar pra você

Você usa Ágil para resolver os problemas da sua empresa, ou você usa sua empresa para adotar ideias Ágeis?

03/01/2017

Nada pode ser mais perigoso do que transformar o meio na meta. A ex-professora de Harvard e especialista em Systems Thinking, Donella Meadows, ilustra bem o potencial destrutivo desse fenômeno quando explica que “nada tem maior poder de alavancagem do que mexer no propósito de um sistema”. Só que, nesse caso, a alavanca está sendo puxada na direção contrária. Acreditando que o sucesso está na conformidade com o meio (com o método), ou seja na verdade revelada pela idealidade, deixamos para segundo plano o que de fato precisa ser feito: resolver os problemas concretos da empresa e de seus clientes. Desviamos o propósito do sistema de “resolver o problema” para “provar que o método funciona. Por que? Como disse o Jung no início desse artigo, porque não estamos usando a ideia, estamos possuídos por ela.


O sucesso não está na conformidade com o método, com o meio. Está no seu entendimento, na sua adequação à realidade que se pretende melhorar e no seu uso como ferramenta para se alcançar o que se quer.

“Seja Ágil!”, “Adote o Lean”, “Crie sua startup”. São todos lemas de bandeiras ideológicas que assumem o pressuposto de que há ”verdades objetivas” que você ainda não entendeu e para as quais precisa se conformar.

Alisson Vale, Software Zen
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Eu já quase me afoguei no meu próprio backlog… e você?

Alguns dizem que uma das características da sabedoria é saber o que não fazer. Leia esse artigo antes de desenvolver a próxima funcionalidade no seu produto.

20/12/2016

Com a pretensão de aumentar o valor percebido de seus produtos; de absorver mais clientes para sua carteira; ou de entrar em outros nichos de mercado; nós, desenvolvedores, levamos nossos produtos a crescerem horizontalmente. Eles crescem no número de coisas que fazem, ao invés de no quão bem fazem uma determinada coisa. Nossa falta de preparação em marketing e vendas, aliada ao grande pré-conceito em torno dessas duas áreas, nos leva a não dar a devida importância à necessidade de buscar pelo cliente certo, pelo cliente que realmente precisa do que oferecemos.


Ao invés disso, tentamos trazer para o barco todo e qualquer cliente que esteja disposto a pagar e, pra dar conta dos problemas que eles têm e nós não resolvemos ainda, corremos atrás para preencher o gap. O jogo se inverte. Ao invés de estarmos à frente desenhando pró-ativamente o que nosso produto precisa para fazer melhor o que faz, ficamos atrás, lutando para desenvolver o que falta no produto para atender aos últimos clientes que entraram.Deixamos de ser designers de soluções para nos tornar aqueles que apenas atendem aos legítimos pedidos de clientes que caíram na armadilha de comprar mais do que queriam e menos do que precisavam.

Alisson Vale, Software Zen
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Como dizer “não” para seu cliente e ainda ser amado por ele

Neo: O que você está dizendo? Que eu serei capaz de desviar de balas?

Morpheus: Não, Neo… estou dizendo que, quando você estiver pronto, você não precisará fazer isso.

26/11/2016

Como diz Jean Paul Sartre no livro “O existencialismo é um humanismo”:


“minha liberdade está perpetuamente em questão em meu ser; não se trata de uma qualidade sobreposta ou uma propriedade de minha natureza; é bem precisamente a textura de meu ser.”

Dizer “não”, seja para o seu cliente ou para uma situação qualquer em que haja a liberdade de escolha, é exercer esse potencial que nos torna humanos.Esse potencial é limitado pelo medo, originador maior das relações de poder. Como o medo da morte é o maior de todos os medos, Neo precisou experimentar a morte para se libertar dos temores que o limitavam, acessando, assim, a sua liberdade plena.

— “Você tem que deixar tudo de lado, Neo. Medo, dúvida, descrença. Liberte sua mente.”, ensina Morpheus.


Quando você não consegue dizer “não” por causa de um medo enraizado ou porque há um jogo de poder artificial na relação (hierárquico, econômico ou social), você se sente menor. Não porque se ressente da falta de poder, mas porque, com menos liberdade, se sente menos humano. Para nós, humanos, todas as formas de poder são servidoras da vontade de liberdade. O único poder que realmente existe nas relações humanas é o poder da liberdade.

Alisson Vale, Software Zen
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De refém do tempo a agente 007: como usar Sprints para trocar tarefas por missões.

“ — O que são esses cartões brancos rodeados de post-its na sua parede?” É o que me perguntam os visitantes que eventualmente recebo no meu home office.

20/11/2016

Todos os dias precisamos de um novo plano, por que todos os dias nos tornamos seres diferentes, explorando um terreno diferente, com informações novas. Assim, usar o mesmo modelo industrial para gerir nossas vidas ou projetos é como usar um martelo para apertar um parafuso. O instrumento não tá nem aí para a natureza do problema que tem nas mãos.


Para se encaixar com a vida, é preciso deixar pulsar — e pulsar tem a ver com energia. Pare de gerenciar seu tempo e comece a gerenciar sua energia! É ela que oscila em nós: para fazer, para descobrir o que fazer, para descartar, para pensar em caminhos alternativos, para corrigir o que foi mal feito, para ser firme e não fazer o que não precisaria ser feito. Gerenciar sua energia significa parar de pensar que você está correndo uma maratona sem fim, e entender que você precisa correr uma série de sprints.


No dicionário uma sprint é definida como “uma corrida de curta distância a toda velocidade”. Para o nosso contexto essa definição precisa de um ajuste: Sim, é uma corrida de curta distância, mas, não, não é a toda velocidade. É uma corrida com o máximo do seu foco; ou, fazendo referência à teoria descrita por Tony Schwartz no livro The Power of Full Engagementcom o máximo da sua energia:


”Energia, não tempo, é a moeda fundamental da alta performance.”

Alisson Vale, Software Zen
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Não empurra não, porque aqui é puxado!

Essa é uma frase que eu gostaria de colocar em um monte de camisetas e distribuir para o máximo de pessoas possível. Para mim, ela define uma filosofia de vida.

14/11/2016

Recebemos trabalho pra fazer de nossos chefes, gerentes, de nossos clientes, de usuários, do colega ao lado. Não há nada ilegítimo em receber trabalho para fazer. O problema se torna crítico quando percebemos que nos tornamos seres autômatos que se alimentam de tarefas pra fazer e que dejetam tarefas realizadas.


Nessa vida de máquina, quando o trabalho é constantemente empurrado pra você, você vive em um estado de constante reatividade. Você vive em função do que o outro quer. Ao invés de proativo, você se vê reativo ao desejo do outro. Em tal estado, você não se constrói; não expande o conhecimento sobre si mesmo; não testa seus limites; não exerce sua criatividade; não exercita as atividades humanas mais nobres. Quanto mais você trabalha, maior é a sensação de que as coisas não saem do lugar. Você apenas faz… e faz… e faz.

Alisson Vale, Software Zen
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Quem ainda quer mudar o mundo?

Quem nunca acreditou ser grande o suficiente para mudar o mundo? Mas será que “mudar o mundo” é realmente o que queremos?

08/11/2016

Agora vivemos em um cenário pós-moderno. Nesse cenário, o presente é mais importante que o futuro, tornando a jornada tão ou mais importante do que o destino. As relações são líquidas. A próxima verdade é só mais uma perspectiva; e sujeito e objeto se fundem para criar uma perspectiva individual de conexão com o mundo. Tudo afeta a todos. Não estamos mais no mundo, somos o mundo.


Assim, nessa perspectiva contemporânea o sonho de “mudar o mundo” se esvai na medida que entendemos que o mundo não é mais aquele objeto inerte que serve de receptor para a implementação das nossas idealizações. O mundo é o próprio viver do sujeito. Formamos com ele uma relação de entrelace que vez ou outra escapa e se desconecta do que queremos.


O esforço reside, dessa maneira, em se manter esse encaixe enquanto ambos se movimentam e se transformam de forma interdependente a cada dia.


Assim, para nos sairmos bem no mundo contemporâneo, é preciso uma nova maneira de se relacionar com ele. É preciso se conectar com ele. É preciso encaixar o que você quer com o quê o mundo precisa. Encaixar-se com ele, não tentar mudá-lo. Ao invés de se perguntar “como mudar o mundo”, pergunte-se “como viver melhor nele”. As respostas a essa pergunta te surpreenderão.

Alisson Vale, Software Zen
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